Dieta Mediterrânea – Patrimônio da Humanidade

A dieta Mediterrânea será declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O pedido para a Unesco foi preparado e coordenado pela Fundação Dieta Mediterrânea em 2008 e apoiado pela Espanha, Itália, Grécia e Marrocos. O texto registra o significado da dieta do ponto de vista cultural, social, histórico, gastronômico, alimentar, ambiental, paisagístico e de costumes e deve ser aprovado ainda este ano.

O cardápio da Dieta Mediterrânea, considerada como a que mais garante benefícios à saúde,  inclui berinjelas, pimentões, brócolis, repolhos, tomates, feijões frescos e secos como grão-de-bico, lentilhas e ervilhas. Também são relevantes raízes como batatas, as azeitonas e os azeites e, ainda, queijos e frutos secos (amêndoas e uvas-passa, por exemplo). Carne de vaca, no máximo a cada 15 dias. Diariamente a Dieta Mediterrânea inclui muito peixe, frango, coelho, frutas e uma taça de vinho durante as refeições.

Associada à saúde e bem estar, a Dieta Mediterrânea era a alimentação dos pobres, sobretudo por praticamente excluir a carne. O mais interessante é que a privação provou que é um dos segredos para quem quer manter a saúde garantindo a longevidade.

Quem descobriu os benefícios da dieta mediterrânea foi o americano Ancel Keys, especialista em fisiologia. Ao pesquisar alimentação e doenças cardíacas ele estudou os hábitos de 12 mil pessoas (de 40 a 60 anos) em três continentes. Descobriu 20 anos depois que só os povos do mediterrâneo continuavam muito bem de saúde: os gregos de Creta e, principalmente, os italianos do sul. Sua descoberta rendeu até um museu em um casarão nobre de 1600.

O cientista Ancel Keys morreu aos 101 anos seguindo rigorosamente a Dieta Mediterrânea.

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